Quadrinista Dash Shaw encanta-se com HQs alternativas brasileiras em visita ao país
Autor de Umbigo Sem Fundo foi às compras - e conta em site o que conheceu por aqui.O quadrinista norte-americano Dash Shaw, autor de Umbigo Sem Fundo, esteve no Brasil para bate-papos e sessões de autógrafos de seu livro no Rio de Janeiro e em São Paulo. E voltou maravilhado.
Em duas postagens no blog Comics Comics – revista online em que quadrinistas e críticos escrevem sobre HQs -, Shaw mostrou fotos e comentou o que descobriu de interessante no Brasil em termos de quadrinhos. Como já é seu interesse na terra natal, ele foi direto atrás de publicações independentes – mesmo que não entenda um pingo de português.
Pelo que mostra em fotos, Shaw buscou tanto raridades quanto material recente. Mostra com orgulho a capa da antologia Boca, de 1979, em que Snoopy é ameaçado de morte e a história interna em que os personagens Disney ganham versões deturpadas no mundo real. Outras antologias antigas que ele desencavou são Capa e Garatuja, da década de 80, e Glória Glória Aleluia, dos anos 90 (com os primeiros trabalhos de Allan Sieber, que Shaw destaca).
De material recente, Shaw faz questão de mostrar o álbum Saino a Percurá do mineiro Lélis, mais as antologias Samba e Picabu.
Quanto aos quadrinistas que encontrou por aqui, ele passou a maior parte do tempo com os gêmeos Fábio Moon e Gabriel Bá (que o acompanharam nas sessões no Rio e em São Paulo) e ainda teve oportunidade de conversar com Rafael Grampá e Lourenço Mutarelli.
Sobre a Bienal do Livro, que chama de “Rio de Janeiro Book Fair”: “Não consigo encontrar um bom equivalente americano para essa feira do livro. É tipo a San Diego Comic-Con, mas só de livros e com pessoas ‘normais’ (muitas famílias).”
Para conferir os textos e as fotos de Shaw, acesse comicscomicsmag.blogspot.com.
Flertando com a dualidade CORPO x REALIDADE, a palavra mágica escolhida para despertar a gana do grupo Bestiario foi "corpo humano". O fato é que o "corpo humano" não é apenas um elemento temático. É, antes disso, um portal para o fantástico. Cruzá-lo é multiplicar o fascínio perturbador.
Flirting with the dualism between BODY and REALITY, the magic word chosen to awaken the hunger of the group was "human body". The fact is that the "human body" is not just a thematic element. But is rather a portal to the fantastic. Cross it is to multiply the fascination disturbing.